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Intervenções Pedagógicas para o Enem

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) é a principal porta de entrada para as instituições de Ensino Superior no Brasil. Por isso, boa parte do Ensino Médio objetiva preparar os alunos para essa avaliação. Com esse intuito, uma boa prática a ser implementada é o uso das intervenções pedagógicas visando a preparação para o Enem, a fim de garantir que os alunos alcancem os melhores resultados. 

Confira neste artigo as principais dicas para tornar as intervenções pedagógicas para o Enem mais eficientes! 

Intervenções Pedagógicas para o Enem 

Durante toda a vida escolar, os alunos são expostos a diversos conteúdos e devem desenvolver uma série de competências e habilidades. Contudo, é praticamente impossível que os métodos aplicados em sala de aula funcionem para todos os alunos e que toda uma turma adquira os conhecimentos necessários no mesmo ritmo. É justamente aí que entram as intervenções pedagógicas.  

As intervenções são interferências feitas durante o processo de ensino-aprendizagem. São mudanças de rotas para alcançar melhores resultados. E, quando falamos do Ensino Médio, as intervenções são fundamentais para o bom desempenho dos discentes no Enem. Elas garantem que as competências e habilidades que se esperam para que os estudantes realizem o exame sejam desenvolvidas.  

Dicas para realizar as intervenções pedagógicas para o Enem 

O Enem é um exame que exige domínio de competências e habilidades. Nele é esperado que os estudantes sejam capazes de assimilar informações e utilizá-las de maneira contextual. Assim, é importante que a instituição aplique as intervenções pedagógicas para o Enem visando sempre reduzir as lacunas apresentadas ao longo do Ensino Médio.  

Em primeiro lugar, é importante que o corpo docente e a equipe de gestão conheçam a Matriz de Referência do Enem. Para saber como preparar os alunos, deve-se ter pleno domínio e conhecimento de onde se espera chegar. Dado esse primeiro passo, algumas ações devem ser adotadas: 

Identifique as habilidades mais cobradas 

De acordo com o infográfico “Conteúdos e habilidades mais cobrados no Enem” da par Educação, as 5 habilidades mais cobradas no Enem são: 

  • H03: Resolver situação-problema envolvendo conhecimentos numéricos; 
  • H08: Resolver situação-problema que envolva conhecimentos geométricos de espaço e forma; 
  • H24: Utilizar informações expressas em gráficos ou tabelas para fazer inferências; 
  • H21: Resolver situação-problema cuja modelagem envolva conhecimentos algébricos; 
  • H28: Resolver situação-problema que envolva conhecimentos de estatística e probabilidade. 

Com base nessas informações, é possível que o professor, em sua disciplina, avalie em quais habilidades a turma apresenta melhor e pior desempenho. E, uma vez que essas habilidades são interdisciplinares, é fundamental que o corpo docente atue em conjunto, identificando os pontos fortes e fracos dos alunos por meio da troca de informações.  

Elabore avaliações de desempenho 

Agora que você já sabe onde encontrar as habilidades cobradas no Enem – e já conhece as habilidades mais cobradas –, o próximo passo é elaborar e aplicar as avaliações de desempenho. São elas que demostrarão de modo preciso os pontos fortes e fracos das turmas e quais habilidades precisam ser reforçadas ou abordadas de um jeito diferente.  

O ideal é que a questões levem em consideração o padrão Enem, contemplando apenas uma habilidade da Matriz de Referência fornecida pelo Inep. Lembre-se que o objetivo é preparar os estudantes para o Exame Nacional do Ensino Médio, ou seja, é importante que a avaliação se assemelhe ao Enem. Assim, ela deve possuir textos-base e cinco alternativas. 

Analise os resultados 

Existem diversos tipos de avaliação, cada uma com seu objetivo. E, diferentemente das avaliações somativas, o objetivo das avaliações de desempenho não é dar nota aos alunos. Elas servem para diagnosticar os pontos fortes e fracos dos alunos, proporcionando a aplicação das intervenções pedagógicas para o Enem de forma mais eficiente.  

Para a correção, é importante utilizar o método da TRI (Teoria de Resposta ao Item), utilizado no Enem. Dessa forma, é possível simular o resultado que seria obtido pelo aluno no exame. 

Uma boa análise vai indicar: 

  • Quais turmas tiveram o desempenho mais crítico; 
  • Quais disciplinas estão gerando maior dificuldade; 
  • Quais habilidades devem ser mais trabalhadas; 
  • Quais conteúdos foram mais errados; 
  • Quais alunos apresentaram maior dificuldade. 

Realize a intervenção 

O último passo após todas as análises é o de aplicação da intervenção. Assim, pense em ações que foquem nos pontos de melhoria e lacunas de aprendizado identificados na etapa anterior.  

Alguns exemplos de intervenções são: aulas de revisão com foco nos conteúdos com menos acertos, orientação dos alunos em plantões de estudo, organização de grupos de estudos e monitorias entre os próprios alunos, aprendizagem por pares e outras metodologias ativas.  

Enem e a Teoria de Resposta ao Item – TRI 

Acostumados com a Teoria Clássica dos Testes (TCT), muitas vezes professores e gestão escolar não compreendem como a Teoria de Resposta ao Item (TRI) funciona.  A TRI leva em consideração a coerência do padrão de resposta dos alunos. É por esse motivo que estudantes que acertaram o mesmo número de questões podem obter notas diferentes.  

Entender a TRI faz parte do processo de intervenção pedagógica que visa ao Enem. Pensando nisso, preparamos um material completo sobre a TRI. Baixe gratuitamente.