BlogContexto“O conhecimento deve estar a serviço da resolução de problemas do mundo real”

“O conhecimento deve estar a serviço da resolução de problemas do mundo real”

Claudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino pH, fala sobre os desafios da educação num mundo em constante mudança

Na era da revolução digital e num mundo em constante transformação, a educação também está se modificando e é preciso acompanhar esse movimento. A afirmação é de Claudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino pH. Ele elenca cinco pontos de atenção, que considera prioritários.

O primeiro é oferecer diferentes possibilidades de aprendizagem e fazer uso de diversas ferramentas – videoaulas e o modelos de aula invertida são exemplos. “Alguns estudantes ainda assimilam melhor com uma aula expositiva. Outros, que já nasceram no ambiente digital, podem preferir recursos audiovisuais. E há quem se dê bem das duas maneiras. Os alunos têm diferentes formas de aprender e precisamos considerar isso”, diz.

Outra questão fundamental é a atualização do material didático. “O mundo se transforma, ocorrem mudanças no cenário político, econômico, enfim, que vão ter impactos no conteúdo a ser estudado”, afirma. Assim, o material físico precisa ser revisto constantemente, ao passo que as ferramentas digitais permitem atualização em tempo real, o que torna possível fazer as mudanças mais rapidamente. Falcão cita que, com as mudanças trazidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), todos os materiais terão que ser adequados.

O terceiro aspecto está relacionado às novas metodologias de ensino, que permitem um ensino personalizado e customizado de acordo com cada realidade. “Hoje, temos ferramentas de monitoria online, por exemplo, que possibilitam inserir conteúdos específicos para cada aluno, além de oferecer um plano de ação pedagógica e um diagnóstico preciso da evolução daquele estudante”, conta.

O ensino a partir do desenvolvimento de habilidades e competências para aplicação do saber a partir de uma situação problema é outro ponto essencial. “O aluno não deve apenas saber, mas saber usar o conhecimento na resolução de uma questão da vida real”, diz. Falcão dá como exemplo o conteúdo sobre climas. “O estudante precisa saber quais são os climas que existem, mas o mais importante é entender a dinâmica climática e os impactos disso sobre o homem. Hoje, não se perguntaria apenas as características do clima semi-árido, mas também as ações para mitigar os impactos da seca”, exemplifica.

Por fim, Falcão cita o papel do professor que, nesse novo contexto, alcança outra dimensão: ele deixa de ser a pessoa que apenas passa os conteúdos para ser um mediador de conhecimentos. De acordo com ele, os professores são formados no sistema analógico e acostumados a dar aula expositiva, então precisam empreender um grande esforço para compreender a contribuição da tecnologia e que a forma de dar aula tem que mudar. “A grande revolução hoje é fazer o aluno entender para onde vai o conhecimento. Tem que fazer sentido no mundo real e ele precisa saber porque está estudando aquilo”, afirma.