18/07/2019

O que esperar da Educação em 2019?

Novos líderes e discussões sobre BNCC devem permear os próximos 12 meses

O ano de 2019 deve trazer novos desafios para as escolas de todo o Brasil. A partir do dia primeiro de janeiro, o atual ministro da Educação, Rossieli Soares, deixará o posto nas mãos de Ricardo Vélez-Rodríguez, indicado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. O novo chefe da Educação já indicou em entrevistas que sua política educacional terá mudanças com o objetivo de dar mais autonomia aos Estados e municípios, seguindo o lema “menos Brasília e mais Brasil”.

“O Estado brasileiro, desde Getúlio Vargas, formatou um modelo educacional rígido que enquadrava todos os cidadãos, olhando-os de cima para baixo, deixando em segundo plano a perspectiva individual e as diferenças regionais”, disse Vélez-Rodríguez em um dos seus primeiros pronunciamentos após a nomeação. No entanto, também afirmou que é “essencial manter a continuidade para que a máquina não pare, e para que o destinatário final, que é o cidadão e as comunidades no Brasil, receba a atenção que merece”.

Segundo o coordenador pedagógico do Sistema de Ensino pH, Fabrício Cortezi, a maior expectativa em torno da Educação a partir do próximo ano deve girar também em torno da nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular) do Ensino Médio. O texto, aprovado na última semana pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), deve ser homologado nos próximos dias e será implantado em todas as instituições de ensino até 2021.

“O Ensino Médio hoje é muito descolado daquilo que o estudante do século XXI precisa. É necessário incluir a aprendizagem socioemocional e as questões envolvendo novas carreiras, por exemplo. O texto oficial da nova BNCC ainda não foi liberado, mas já indica mudanças estruturais na grade curricular”, afirma Cortezi.

O documento aprovado promete dar uma maior flexibilidade às escolas na distribuição dos conteúdos das disciplinas. Português e Matemática serão as únicas matérias obrigatórias nos três anos do Ensino Médio. O restante será construído de acordo com as especificidades regionais de cada instituição e levará em conta o aluno, que poderá escolher se aprofundar entre linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico.

Enquanto as discussões em torno da BNCC do Ensino Médio tomam corpo, o documento do Ensino Fundamental começa a ser consolidado. “O material do Ensino Fundamental I do Sistema de Ensino pH já está todo fundamentado na BNCC.  A do Ensino Fundamental II está em processo de debate com as escolas”, completa Cortezi. O ano de 2019 promete.

Categoria