16/12/2018

Folha Dirigida: MEC: 10,6% dos inscritos no Enem são ‘treineiros’

Veículo: Folha Dirigida

Data: 04/11/2018

Entre os 5.513.662 inscritos confirmados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2018, dois grupos de candidatos não têm interesse imediato no resultado da prova. Desse contingente, 587.915 inscritos que concluirão o ensino médio a partir do próximo ano letivo e 52.828 que não estão cursando o ensino médio. São os chamados “treineiros”, participantes que fazem a prova, em geral, como teste para terem melhor desempenho em outras edições.

Juntos, esses dois grupos somam 640.743 inscritos, o que representa 11,62% dos participantes. Apesar de o total ser expressivo, ele vem caindo ao longo dos últimos anos. Na edição de 2017, foram 672.408. Na edição de 2016, foram 1.816.838 treineiros. Em 2015 foram 1.604.525 e, no exame de 2014, os dois grupos somaram 2.013.562.

Uma das justificativas para a queda brusca do grupo de participantes que não estão entre os concluintes e dos que já terminaram o ensino médio, ou seja, dos que não têm como foco imediato o ingresso em universidades públicas ou privadas, pode ter sido uma mudança nas regras do exame nacional na edição do ano passado. Na ocasião, o MEC estabeleceu que o Enem não seria mais usado para fins de certificação.

Mas qual a vantagem de fazer o vestibular “antes da hora”? Para o professor Cláudio Falcão, diretor do Sistema de Ensino pH, o aluno pode simular a prova numa condição real com os conhecimentos que adquiriu ao longo do 1º e do 2º ano do ensino médio, por exemplo. “O mais importante é ter um diagnóstico e conferir o resultado de como está o nível de conteúdo e prática para o Enem.”

Outro atrativo de fazer o Enem como treineiro é usar a prova como uma avaliação, a partir da qual é possível analisar os resultados para identificar os pontos fracos. Também é uma oportunidade para o estudante ver quais erros não pode repetir, seja na preparação acadêmica ou emocional, na oportunidade em que fizer o Enem pra valer.

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